Onde investir em 2019?

Iniciamos 2019 com tudo e para que você finalmente possa tirar aquele sonho ou projeto do papel, vamos dar algumas dicas de onde você pode investir seu suado dinheirinho esse ano.

Lição número 1: economizar.

Um dos primeiros passos que precisamos aprender quando falamos sobre investimento é economizar.

você já parou para analisar seus gastos e descobrir onde precisa economizar urgentemente?

Pois é, descobrir essa ferida financeira é muito importante para uma economia saudável e sustentável. Por mais surpreendente que possa parecer, hoje, reduzir custo com plano de saúde é uma das maneiras mais eficazes de redução anual das finanças de uma família.

Se você possui CNPJ ou MEI com mais de seis meses de abertura já é possível economizar cerca de 30% a mais em comparação a pessoa física na contratação ou troca do seu plano atual. Somando isso anualmente, só com essa prática sua família pode economizar entre 5 a 20 mil reais, baseado nos valores atualizados das principais operadoras e seguradoras do país.

Porque investir em 2019?

2019 promete ser um ano excelente para investir. A taxa básica de juros, a Selic, está em sua mínima histórica, de 6,5%. Combinado à baixa inflação, isso é muito bom para a economia.

Após dois anos em baixa, a expectativa agora é de que finalmente a economia brasileira comece a crescer.

“A gente entra no ano com tom mais otimista, com expectativa de aceleração do crescimento, inflação ancorada, e esperamos que os juros permaneçam baixos”, afirma Karel Luketic, analista-chefe da XP Investimentos à Revista Época Investimentos.

Um fator importante que determinará muitas diretrizes para nossa economia será a gestão do novo presidente eleito, Jair Bolsonaro. Tudo indica que o novo governo priorizará a agenda reformista, algo necessário para nosso mercado atual, porém, ainda há dúvidas sobre como será a relação do novo presidente com o congresso.

“Apesar de a proposta agradar ao mercado financeiro, não sabemos qual será a capacidade de implementação da agenda do governo. Por ser uma nova equipe, podemos esperar bastante volatilidade”, diz Rodrigo Assumpção, planejador financeiro certificado pela Planejar.

Também precisamos avaliar a economia global. O analista-chefe da XP Investimento tem uma opinião muito interessante a respeito.

“O cenário externo tem pendências grandes, a maior é a tensão comercial entre Estados Unidos e China, e deve haver no começo do ano alguma solução, para o bem ou para o mal, o que nos ajuda a determinar um panorama mais claro”, afirma.

Quais os riscos

Apesar da expectativa de crescimento, as baixas taxas de juros impõe um desafio aos investidores que buscam maior rentabilidade para o dinheiro.

“O brasileiro está bastante acostumado investir em renda fixa e receber altos rendimentos. Essa não vai ser uma realidade para 2019”, afirma Rodrigo Assumpção – planejador financeiro certificado pela Planejar.

Para aumentar o retorno será preciso se expor mais a riscos.

“Esses investimentos podem ser feitos em ações ou fundos multimercado, principalmente para aqueles clientes mais conservadores”, diz Claudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco.

Um bom conselho seria buscar maior diversidade de investimento, principalmente se você tem um perfil hiper-conservador. Seria uma boa hora, caso não tenha nada investido na bolsa, de começar a pensar no assunto. Se você já tem essa prática, pode pensar em investir um pouco mais.

Mas atenção, mesmo quem tem um perfil mais arrojado não deve apostar todas as suas fichas na bolsa. Qualquer um deve fazer a chamada reserva de emergência. Esse dinheiro, suficiente para cobrir todas as suas despesas por seis meses a um ano, serve para imprevistos como perder o emprego ou problemas de saúde. Essa parcela das suas economias deve ser colocada em algum investimento seguro de renda fixa e com liquidez – ou seja, que você possa retirar rapidamente.

E o famoso tesouro direto, vale a pena?

Com certeza continua sendo uma ótima opção para quem busca segurança nos investimentos. Na teoria esses títulos emitidos pelo governo são os mais seguros.

Especialistas apontam que os papeis mais atraentes para 2019 são os indexados à inflação, os chamados IPCA+.

Fundos

Para quem busca mais rentabilidade, mas não quer arriscar muito no mercado de ações, aplicar parte do dinheiro em fundos multimercado pode ser uma boa ideia. A expectativa é que com o crescimento da economia esses produtos terão um desempenho ainda melhor.

Há alguns pontos que precisam ser analisados na hora de escolher em qual fundo aplicar:

O primeiro é o custo, quanto menor a taxa de administração melhor. Procure opções com taxa até 2%. Preste atenção também à cobrança de taxas de performance. A média do mercado é de 20%.

Fundos imobiliários

O melhor momento para os fundos imobiliários é quando a taxa de juros do país é baixa ou está para baixar e com o mercado imobiliário ativo, com preços de imóveis com tendência de alta. “O movimento de queda de juros já impactou os fundos, que viram uma recuperação dos preços das cotas. Mas a volta do mercado imobiliário ainda não aconteceu, então ainda tem parte disso para aproveitar”, diz Assumpção. “Uma parte do ganho já passou, mas acho que ainda há uma melhora por acontecer”.

A vantagem dos fundos imobiliários é que os dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Além disso, enquanto espera a melhora no mercado imobiliário, o investidor ainda recebe os dividendos do fundo, o que acontece normalmente a cada mês.

Dívida privada

Segundo os especialistas, o esperado crescimento econômico deverá ter um efeito bastante positivo para os investidores: uma onda de emissão de títulos de dívida privada. “Se a gente imaginar uma taxa de juros baixa, as empresas crescendo e investindo, devem surgir mais opções de dívidas sendo emitidas e até eventualmente empresas trocando dívidas mais caras por dívidas mais baratas”, diz Sanches, do Itaú Unibanco.

Tem um perfil mais agressivo? Veja ações que podem dar bons resultados esse ano.

Petrobras – “Acho que vamos ver um movimento interessante na empresa, com a mudança de diretoria e abertura de capital de alguns segmentos”, diz Indech, da Rico. Ele ressalta que os preços do petróleo no fim de 2018 estão depreciados, e que há uma expectativa de alta ao longo do próximo ano.

Banco do Brasil – A sugestão evolve duas questões: primeiro, as estatais estão em um processo de retomada operacional e gestão de qualidade, segundo Luketic, da XP. Além disso, a empresa deve se beneficiar com a retomada da economia, com menor inadimplência.

Usiminas e Gerdau – O setor de siderurgia aparece como oportunidade dada a alavancagem operacional Brasil. “Historicamente, a demanda por aço no Brasil tem alavancagem de duas a três vezes, ou seja, se PIB cresce 2,5%, a demanda [por aço] deve crescer pelo menos 5%, até 7,5%. Isso é muito positivo para resultado”, diz Karel Luketic, da XP. “A Usiminas é mais diretamente impactada, Gerdau tem operação fora do Brasil, tem outras questões a considerar”.

Localiza – A empresa deve se beneficiar do bom momento da economia, segundo os especialistas. Além disso, é um papel que tem apresentado bom desempenho nos últimos meses, e é considerado uma aposta segura no mercado de ações.

B2W – A empresa aproveita a onda de ecommerce, que cresceu nos últimos anos e tem espaço para avançar ainda mais.

Vale – “Achamos que o preço do minério está perto de uma inflexão e deve ganhar força já no começo do ano”, diz Luketic. A expectativa da XP é de que a empresa “entre no maior ciclo de vendas da história da companhia nos próximos anos”. Além disso, a empresa parece comprometida com devolver dinheiro aos acionistas, o que significa expectativa de bons dividendos no futuro.

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