Setembro Amarelo e prevenção ao suicídio
Nem todo sofrimento emocional é visível.
Muitas vezes, uma pessoa pode estar enfrentando uma situação difícil sem conseguir falar sobre o que sente. Mudanças de comportamento, isolamento, desesperança e falas relacionadas à morte podem indicar sofrimento e merecem atenção.
Por isso, informação, acolhimento e acesso à ajuda adequada são partes importantes da prevenção.
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização dedicada à prevenção ao suicídio e à valorização da vida.
Realizada ao longo do mês de setembro, a mobilização busca ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater preconceitos e divulgar formas de apoio para pessoas em sofrimento emocional.
O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, reforçando mundialmente a importância do tema.
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o Brasil registrou 17.002 mortes por suicídio em 2025 — o equivalente a aproximadamente uma morte a cada 31 minutos.
Esses números ajudam a dimensionar a importância da prevenção e mostram por que falar sobre saúde mental, acolhimento e acesso à ajuda é tão necessário.
Mas, por trás de cada estatística, existe uma pessoa, uma história e uma rede de pessoas que também pode ser impactada por esse sofrimento.
Mais do que falar sobre prevenção durante um único mês, a campanha ajuda a lembrar que saúde mental precisa ser tratada com seriedade, respeito e responsabilidade durante todo o ano.
Falar sobre saúde mental é importante
O suicídio é um fenômeno complexo e pode envolver diferentes fatores. Por isso, não existe uma única causa ou uma forma simples de identificar quando alguém está enfrentando uma crise.
O Ministério da Saúde orienta que determinados sinais não devem ser considerados isoladamente. Porém, quando mudanças importantes aparecem em conjunto ou se intensificam, familiares, amigos e pessoas próximas devem estar atentos.
Criar espaço para conversas sobre sentimentos e sofrimento emocional também ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe em torno do tema.
Falar com responsabilidade não significa ter todas as respostas. Muitas vezes, significa simplesmente estar disponível para ouvir e ajudar a pessoa a encontrar apoio adequado.
Quais sinais merecem atenção?
Nem sempre alguém em sofrimento consegue pedir ajuda diretamente.
Por isso, mudanças no comportamento, na rotina e na maneira de se comunicar podem merecer atenção.
👉 Alguns sinais podem incluir:
- isolamento de familiares e amigos;
- perda de interesse por atividades antes importantes;
- manifestações frequentes de desesperança;
- falas sobre morte, desaparecimento ou falta de sentido na vida;
- mudanças significativas de comportamento;
- sofrimento emocional intenso ou persistente;
- despedidas incomuns ou organização repentina de assuntos pessoais.
Nenhum desses sinais, sozinho, permite concluir que uma pessoa esteja em risco de suicídio.
No entanto, manifestações recorrentes ou mudanças importantes de comportamento não devem ser ignoradas. Nesses momentos, acolher e buscar orientação especializada pode fazer diferença.
Como oferecer ajuda?
É comum não saber o que dizer diante de alguém que demonstra sofrimento emocional.
O primeiro passo pode ser mais simples do que parece: ouvir.
Uma conversa acolhedora, sem julgamentos ou críticas, pode criar um espaço para que a pessoa consiga expressar o que está sentindo.
Algumas atitudes são importantes:
- ouvir com atenção e respeito;
- evitar julgamentos ou minimizar o sofrimento;
- demonstrar disponibilidade para conversar;
- levar falas sobre suicídio a sério;
- incentivar a busca por ajuda profissional;
- permanecer próximo e ajudar a pessoa a acessar uma rede de apoio.
Não é necessário tentar resolver tudo sozinho.
A melhor forma de ajudar pode ser justamente reconhecer os próprios limites e contribuir para que a pessoa tenha acesso ao cuidado adequado.
Onde buscar ajuda?
No Brasil, existem serviços públicos e organizações que oferecem atendimento e suporte para pessoas em sofrimento emocional.
Entre eles estão:
- CVV – Centro de Valorização da Vida: 188, com ligação gratuita;
- Unidades Básicas de Saúde (UBS);
- Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);
- serviços de saúde mental;
- profissionais de saúde;
- SAMU – 192, em situações de urgência e emergência;
- serviços de emergência e unidades hospitalares.
O CVV oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia.
Quando houver risco imediato à vida ou uma situação de emergência, é importante buscar atendimento de urgência.
Saúde mental também precisa fazer parte das empresas
O Setembro Amarelo também abre espaço para uma reflexão importante dentro das organizações.
O ambiente de trabalho faz parte da rotina de milhões de pessoas e, por isso, empresas podem contribuir para uma cultura que trate saúde mental com mais informação, respeito e responsabilidade.
Isso pode acontecer por meio de ações educativas, comunicação responsável, orientação sobre canais de apoio e construção de ambientes nos quais as pessoas se sintam respeitadas.
A empresa não substitui profissionais ou serviços especializados de saúde mental.
Mas pode contribuir para ampliar o acesso à informação e fortalecer uma cultura de cuidado.
Para finalizar
O Setembro Amarelo nos lembra que a prevenção também começa pela informação.
Reconhecer sinais de sofrimento, ouvir sem julgamentos, conversar com responsabilidade e orientar a busca por ajuda são atitudes que podem fortalecer redes de apoio.
Na Dutra Seguros, acreditamos que cuidar também significa promover conhecimento e incentivar ambientes corporativos mais atentos à saúde e ao bem-estar das pessoas.
Quando empresas comunicam temas importantes com responsabilidade, elas ajudam a construir uma cultura de cuidado que ultrapassa o mês de setembro.
👉 Porque cuidar também é comunicar. E comunicar com responsabilidade pode transformar vidas.
💙 Dutra Seguros
Cuidando de você e da sua empresa.










